Abordagem e Técnicas

Além dos recursos inerentes ao atendimento em psicoterapia, como a escuta ativa, a interpretação e devolução, a parte informativa, a fundamentação filosófica e conceituações, fundamentadas na ética e numa relação de troca, utilizamos também instrumentos da PNL — Programação Neurolinguística, reconhecidas pelo CFP — Conselho Federal de Psicologia, como a seguir:

  • Rapport: conhecimento e exercícios de espelhamento da fisiologia do outro para uma comunicação de MC (mente consciente) para MI (mente inconsciente) estabelecendo.
  • Sistema de Captação Visual: leitura de processos internos baseada em 6 passos: visual lembrado; visual criado; auditivo lembrado; auditivo criado; sinestesia e diálogo interno. Útil para o levantamento de processos internos e neutralização de limitações fobias.
  • Níveis neurológicos: úteis na identificação do nível no qual está a causa ou limitação do cliente. São cinco os níveis neurológicos: 1-ambiente, 2-comportamento, 3-competência, 4-crenças e 5-identidade. Acima do 5º. Nível, reconhecemos o espiritual, mas, obviamente, este foge ao escopo da Psicologia, embora possa ser aberto espaço para a escuta, quando o cliente externar essa vontade, e porque também esse quantum faz parte da vida da pessoa.
  • Âncora: criação de ancoras sinestésicas ou visuais e integração de âncoras, técnicas que se mostram úteis no tratamento de fobias e traumas.
  • SWISH: instrumento utilizado para trabalhar limitações traumáticas, bem como limitações de comportamento.
  • Mudança de Posições Perceptivas: útil na ajuda ao cliente possibilitando-lhe pontos de vista diversos, ajudando-o na percepção diferenciada da realidade e uma compreensão maior da experiência pela exploração de metaposições.
  • Mapeamento e Mudanças na Linha de Tempo: levantamento das representações de tempo (passado, presente e futuro) e utilização de submodalidades na superação de limitações como ansiedade, incapacidade para planejar e implementar.
  • Relaxamento sem e com levitação das mãos: para redução do estresse, da ansiedade, das tensões; para que a pessoa possa exercitar de forma sadia a homeostase (equilíbrio biopsicológico). Também muito útil no tratamento da insônia, com a recuperação do sono fisiologicamente sadio.
  • Metáforas Terapêuticas: úteis no tratamento de maus hábitos infantis, e na re-significação de experiências limitadoras e traumas ocorridos com a mãe durante a gestação e registrados pela criança na fase intra-uterina.
  • Como Construir Metáforas Terapêuticas: regras básicas e simples para a elaboração de metáforas terapêuticas para serem aplicadas durante relaxamento.
  • EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing): para ansiedade, insegurança, medos, estresse pós-traumático, situações decorrentes de sequestro, acidentes, assalto, luto, compulsão alimentar (obesidade).
  • SQWESH visual e cinestésico: para trabalhar conflitos.
  • Submodalidades: indicado nas limitações relacionadas ao ambiente e ao comportamento, que, por meio de descondicionamento por aproximação, possibilita a percepção, a ressignificação, modificação e superação de representações mentais limitadoras.
  • Chart: exercícios constituídos por dupla aeróbica, física e mental, que visa a equalização de registros mentais em ambos os hemisférios cerebrais, propiciando o restabelecimento da calma, da tranqüilidade e do equilíbrio psicológico adequados aos contextos de testes, provas, avaliações para otimizar o desempenho intelectual e esportivo.
  • Reimprint: para trabalhar os duplos vínculos, que a pessoa afetada se sinta livre, autônomo e independente, em face de rompimento da relação, existindo ou não afeto. É importante ressaltar que o rompimento do duplo vínculo, (ligação mórbida) não tem a ver e não afeta o vínculo afetivo existente.

É importante e necessário frisarmos que esses instrumentos de trabalho na clínica exigem conhecimento, treinamento e domínio para adequação das aplicações. Além desses pré-requisitos, é necessário que o psicoterapeuta tenha a habilidade de adaptá-los ao ritmo, à capacidade e aos recursos de cada cliente.

Fazer dessas técnicas receitas de bolo é torná-las estéreis e improdutivas na maioria das aplicações.

Importante lembrarmos também que o trabalho em psicoterapia implica num compromisso do cliente com o psicoterapeuta, quanto à aderência à psicoterapia e à responsabilidade deste, pelas mudanças desejadas.

É importante que se diga que, os méritos pelas mudanças alcançadas pelo cliente no processo psicoterapêutico são do cliente. Os recursos, a vontade, o empenho e os esforços empreendidos na implementação das mudanças, são do cliente.

O psicoterapeuta e a psicoterapia são apenas ajuda conforme esclarece no texto “Conceito de Cura”, neste site.